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quarta-feira, 2 de março de 2011

É indescritível a sensação de perder alguém que amamos. 


É uma dor tão grande que chega a tornar-se física. 


É então que percebemos o quão importante era esse alguém na nossa vida, que nunca mais o vamos ver, sentir o seu toque, ouvir a sua voz… Ninguém deveria passar por essa provação. 


A perda de um ente querido é devastadora, é um tiro na nossa alma, um buraco impossível de preencher, uma nódoa impossível de arrancar. 


Ficamos sem rumo, a bússola que nos permitia seguir o caminho certo caiu no mar. 


Quando recebemos a notícia toda a nossa vida é sugada e nos sentimos mortos, tal como eles, incapazes de reagir. 


É uma dor insuperável, é certo, mas temos de continuar a viver por mais difícil que possa parecer, seguir em frente. 


Pode levar dias, meses, anos ou até uma vida inteira para recuperar de uma perda, tudo depende da força interior e da coragem em progredir, em mudar para melhor e da capacidade de canalizar o sofrimento em felicidade, das perdas em conquistas. 


Quando já nos sentimos preparados para aceitar que estamos vivos, para reagir, aí o mundo avança e mostra o seu lado belo, a razão porque viver é uma dádiva divina. 


Não podemos fugir ao nosso destino, a vida é demasiado efêmera para nos lamentarmos. 


Vamos antes descobrir, brincar, rir e ser feliz. 


É tão fácil falar! A perda é algo para qual o ser humano nunca está preparado. 


Perante a perda todas as estruturas, todos os nossos planos deixam de fazer sentido, porque essa pessoa já não pode fazer parte deles. 


Curioso é que apesar da distância física, a sentimos mais presente do que nunca no nosso interior, como se vivesse dentro de nós, o que de certo modo é verdade. 


Uma pessoa amada nunca morre completamente, vive sempre através dos que a recordam, protegendo e velando 
pelos que deixou.



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